FIRST YEAR
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
A
IRA
A Ira, também conhecida como
Cólera, trata-se do sentimento excessivo de externar a raiva, fazendo o indivíduo
cegar diante de suas atitudes. O colérico, ao se deparar com os seus defeitos e
limitações, acaba externando um sentimento de comparação ao próximo, à inveja –
pecado capital que acaba impulsionando o indivíduo à ira por sentir-se inferior
seja por culpa do destino ou de Deus. Essa abstração leva o homem a ter raiva
de Deus e de tudo e todos ao seu redor, o que pode leva-lo a conflitos, brigas
e até mesmo morte. Assim, a Ira é considera o pecado mais ameaçador e mais devastador
na vida do homem, não somente por fazê-lo cair em si, condenando-o à vida canal
e ao pecado, mas também por distancia-lo do criador corrompendo suas relações
com Deus. Com a ira, o homem acaba entristecendo. Não encontrando mais em si
alegria, o homem colérico passa a alimentar-se da preguiça, visto que ao cair
em si, o ser constata que a cada bem que tem há uma obrigação a mais. Assim, o
homem soberbo, invejoso e colérico acaba contemplando a preguiça, cedendo o
espaço de Deus e mergulhando profundamente no pecado.
Segundo a tradição judaica, o
pecado é a consciência que a ira causa: se ela levar o indivíduo a violência, a
perseguição ou a opressão, ela é um pecado; mas se a mesma for controlada e não
causar consequência alguma, está não é pecaminosa.
Para a humanidade o
resultado mais terrível da ira é a guerra, pois através da ira a guerra é
gerada, alimentada e acaba causando um efeito em cadeia que ilude o ser humano
com um sentimento de superioridade e de não submissão ao próximo. Um exemplo
está no poema intitulado Ilíada, de Homero, em que há a narração da Guerra de Troia. Nele, Homero acaba mostrando o que acontece se houver a difusão entre a ira
e o poder.
Uma importante aliada contra
a ira é a paciência, uma das sete virtudes, pois através dela o homem passa a
domesticar a sua raiva e pensar com clareza. O problema muitas se encontra em
como obter a paciência. Segundo as tradições asiáticas, a meditação é uma forma
do ser si encontrar consigo mesmo e repor sua concentração e seus objetivos, o
que procria tranquilidade e paciência. Assim é através da paciência que se pode
conter a ira e consequentemente estabelecer uma relação com Deus e consigo
mesmo, pois um homem que faz uma oração com raiva, saliva em vão. A ira também
pode se fluidificar através do perdão. Um bom exemplo bíblico aparece no Sermão
da Montanha quando Jesus disse:
“Tendes ouvido que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos
digo: Não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te dá na face direita,
volta-lhe também a outra; ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica,
larga-lhe também a capa; e quem te obriga a andar mil passos, vai com ele dois
mil. Dá a quem te pede, e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes”
– Mateus 5:38-42. Na frase, Jesus aconselha que
perdoemos os inimigos, pois somente assim o “efeito dominó” da Ira pode ser
interrompido, evitando os conflitos e estabelecendo paz com Deus.
-
Carlos Henrique Cunha e Francisco de Assis Barros.
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